É com muita alegria e desejando ser fonte de inspiração que posto o meu depoimento. Sou uma mulher jovem, saudável e portadora de uma doença genética irreversível, que em nada me afeta, mas mataria um filho meu do sexo masculino. Chama-se Distrofia Muscular Progressiva do tipo Duchene, rara e fatal. O grande dilema de qualquer casal nunca rondou minha casa, evitamos a gravidez natural até o ano de 2009, quando eu e meu marido decidimos procurar a clínica para saber de nossas reais chances. Feitos os exames, constatou-se que nenhum de nós tinha problemas reprodutivos. Em outubro as injeções e em novembro a punção de óvulos com inseminação e estudo, para afastar os embriões masculinos. Dos 10 que foram a estudo, apenas 3 eram femininos viáveis. Transferidos dois embriões, tive a grata surpresa de uma gravidez gemelar. Para julho, vêm Sílvia e Cecília, duas luzes em minha vida e na vida de meu esposo. Muitas outras mulheres também podem abandonar o dilema que é ser portadora de mal para a posteridade. Nunca desistam! E que Deus abençoe todos desta bendita Clínica e suas respectivas famílias. Abraço especial ao Dr. João Pedro, que não deixou que eu vacilasse na fé e í Sílvia, companheira das horas difíceis. Patrícia




