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Presente de Natal – 2009

Quando era adolescente, Geisa Coelho de Oliveira Costa não queria ter filhos porque pensava no quanto trabalho seria necessário para parir, criar e cuidar. Nessa época, ela não imaginava como seria difí­cil realizar, mais tarde, o sonho de ser mãe. Hoje, aos 35 anos, lembra com empolgação o conturbado processo até o nascimento dos gêmeos Pedro e Júlia.

Geisa conta que descobriu que tinha problemas de saúde em 1997, quando se sentiu mal no trabalho.

- Pelos exames, acabei operando de apêndice, mas foi diagnosticada endometriose, que são coágulos que formam o cisto e infertilizam a mulher – relata.

Com apenas parte do ovário esquerdo, tentou exatos oito ginecologistas, vários exames e inúmeras baterias de reposição hormonal. O resultado: estéril aos 28 anos.

Na época, Geisa era noiva de Augusto, hoje seu atual marido, que sonhava com a casa cheia.

- Ele queria oito filhos. Por isso esse foi um momento crí­tico da nossa relação. Graças a Deus, pude contar com o apoio dele e acabamos nos casando e ficando ainda mais unidos – conta.

Logo após o casamento, o casal precisou se mudar para Macaé (RJ) em função do emprego de Augusto. Geisa cita um dos momentos mais infelizes de sua vida:

- Comecei a ficar com depressão, chorava muito, estava quase pirando. Sentia-me muito sozinha, tinha um vazio na minha vida. í”s vezes, até acreditava que estava grávida, mas era apenas impressão – emociona-se.

Com o apoio do marido, resolveu acabar com a angústia e fazer o tratamento de fertilização in vitro. O medo e a insegurança não tiraram a esperança do casal.

- Aproveitei a época do Natal para pedir esse presente – justifica Geisa, que conseguiu engravidar ainda antes da data.

A gestação conturbada, com idas permanentes ao hospital, não impediram o nascimento dos gêmeos em julho de 2003.

- Tive uma sensação de morte no parto. Sentia tanta dor que precisei tomar morfina – lembra.

Júlia e Pedro nasceram de 30 semanas e ficaram internados por 16 dias por causa da prematuridade e de uma infecção. Geisa conta que não saiu de perto dos filhos durante a permanência deles no hospital.

- Eu conversava com eles na UTI, contava histórias e cantava ao lado da incubadora. Acho que isso ajudou na recuperação – observa.

Geisa Coelho de Oliveira Costa – Juiz de Fora / MG

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