Apesar do atraso (3 anos do nascimento da Sophia e 6 meses do nascimento do Rodrigo), gostaria de registrar aqui toda a emoção de uma mulher que teve o privilegio de renascer mãe, por três vezes. Minha história talvez não seja muito diferente de outras tantas histórias aqui registradas, de muita persistência, de uma longa e demorada espera, de sofrimento e, finalmente, de uma alegria indescritível. Fui mãe, pela primeira vez, da Lara, aos 26 anos (19/9/2005) e a gravidez foi natural, apenas induzi a ovulação com Clomid.
A Lara já tinha 3 anos e comecei as tentativas para engravidar novamente e nada. Não me lembro bem quando fui í primeira vez í Clínica Pró-Criar, mas lembro-me bem do acolhimento do Dr. João Pedro, da paciência, das palavras certas a transmitir a segurança necessária para prosseguir com os tratamentos. E, não foram poucas as vezes em que desisti, momentaneamente, é verdade, mas depois retomava os tratamentos porque o desejo de ser mãe novamente sempre foi muito forte. Fiz uma inseminação e nada. Depois, iniciei o tratamento para a FIV. A experiência de produzir tantos óvulos (minha barriga parecia uma barriga de nove meses) é horrível. Pior que isso, só mesmo ver o teste de gravidez dar negativo. Dos vários óvulos produzidos, 13 foram fertilizados e 5 transferidos í fresco.
Apesar do resultado intermediário do primeiro teste de gravidez, o segundo foi negativo. Frustração, desilusão, sentimento de impotência, de culpa e outros tantos mais que uma mulher que deseja ardentemente ser mãe, pode ter ao ver o resultado negativo. Isso ocorreu em setembro de 2004. Entretanto, ainda sobraram mais 8 embriões, que seriam transferidos de duas vezes. Eu já não esperava engravidar porque eram embriões congelados e a chance de sucesso é reduzida. Em janeiro de 2005, fiz a transferência de 4 embriões, sem qualquer esperança. Mas, minhas preces foram atendidas e eu engravidei da Sophia que nasceu em 12/08/2005, linda, forte e saudável. Em janeiro de 2008 fiz a transferência dos embriões que sobraram e também sem muita esperança de engravidar. Entretanto, minha missão como mãe ainda precisava do Rodrigo, que nasceu com 32 semanas de gestação, em 17/8/2008.
Ele pesou 1800 gramas e precisou ficar na UTIP do Hospital Mater Dei por 14 dias. Saiu de lá com 1.750 e hoje tem quase 6 meses e já pesa 6 Kg. É lindo, forte e saudável. Meus três filhos, LARA, SOPHIA E RODRIGO enchem a casa de alegria e são a certeza de que tudo vale a pena. Por isso, gostaria de compartilhar com vocês, especialmente com o Dr. João Pedro, dessa alegria imensa e agradecê-lo por fazer parte dessa história e por me propiciar a emoção de RENASCER MíE, mais duas vezes, da Sophia e do Rodrigo. Muito obrigado!
Cláudia Luciene e Alexandre




