A fertilidade feminina declina com a idade, mas o efeito da idade do homem na sua fertilidade é menos definida, pelo simples fato da produção de espermatozóides ser um processo contínuo.
A idade da mulher é o fator isolado mais importante na determinação das taxas de sucesso, tanto em concepções naturais quanto naquelas decorrentes dos inúmeros tratamentos em reprodução.
Isso decorre unicamente pelo fato da mulher nascer com um número definido de óvulos, havendo uma redução quantitativa de cerca de 1.000 óvulos ao mês, (perda quantitativa) paralelamente a uma perda qualitativa pelo próprio processo de envelhecimento daqueles óvulos armazenados em seus ovários desde sua própria gestação.
Dessa forma, fica fácil entender a perda da capacidade reprodutiva feminina relacionada à idade, justificando nossa preocupação acerca dos constantes adiamentos do momento %u201Cideal%u201D da procriação.
Embora a queda da fertilidade feminina seja contínua, há picos extremos e determinantes, que interferem negativamente nos resultados de quaisquer tratamentos em reprodução, que são: 35 anos, 37 anos e 40 anos.
Concorre, paralelamente, um risco de 1% de menopausa precoce (abaixo de 40 anos) na população feminina geral.
O congelamento de óvulos poderá minimizar o efeito catastrófico da idade da mulher nos resultados reprodutivos.



