Fertilização
in vitro por injeção intracitoplasmática
de espermatozóides (ICSI):
Até 1994, os casais com infertilidade masculina severa
eram excluídos dos programas de Fertilização
In-Vitro convencional por não se conseguir bons resultados
. Desta forma, aqueles homens que tinham uma das alterações
descritas acima ou então, que tinham feito uma vasectomia
sem possibilidade de reversão, não podiam engravidar.
Através do ICSI, é possível coletar
um único espermatozóide e colocá-lo diretamente
dentro do óvulo através de uma agulha sete vezes
mais fina do que um fio de cabelo.
quando houver alterações importantes na
quantidade, movimentação e morfologia dos
espermatozóides.
quando existir qualquer alteração que bloqueie
o caminho dos espermatozóides do testículo
até a sua saída na uretra (ex: vasectomia,
ausência congênita de ducto deferente, etc).
Nestes casos, os espermatozóides necessários
para se realizar a fertilização podem ser
obtidos cirurgicamente do epidídimo (local onde se
armazenam os espermatozóides) ou do testículo
(onde são produzidos os espermatozóides).
quando existirem alterações relacionadas
ao momento da fertilização fazendo com que
os espermatozóides não sejam capazes de penetrar
dentro do óvulo.
quando existirem anticorpos anti-espermatozóides
(proteínas imunológicas que atacam e destroem
os espermatozóides) dificultem ou impeção
a fertilzação.
quando houver falha de fertilização em tentativas
anteriores de FIV clássica.
quando se tratar de esperma congelado antes de um tratamento
de cancer e a quantidade e qualidade deste esperma congelado
for limitada.
O procedimento é o mesmo que o da FIV, só que
ao invés de se deixar milhares de espermatozóides
nadando em volta do óvulo para que somente um penetre
e fertilize esse óvulo, uma micropipeta perfura a parede
do óvulo e deposita o espermatozóide lá
dentro. Com essa técnica 50 a 60 % dos óvulos
micro-injetados irão apresentar fertilização,
com formação de embriões em 60 a 80%
das vezes.
Quando não existe espermatozóide no ejaculado,
pode ser necessário realizar uma aspiração
de epidídimo (local no testículo que armazena
os espermatozóides) ou de testículo para obtê-los;
mais raramente pode ser necessária a realização
de uma biópsia de testículo.
A taxa de gravidez inicial com o ICSI pode variar de 20 a
35 % nos casos bem selecionados, uma vez que outros fatores
tais como a idade da parceira e a qualidade dos óvulos
obtidos podem diminuir estas taxas de sucesso. Como na FIV
clássica, quanto mais nova for a mulher, melhores serão
os resultados.
O acompanhamento das crianças nascidas através
dessa técnica tem mostrado que não há
um aumento nas taxas de mal-formações ou alterações
cromossômicas nestas crianças. Em alguns casos
de infertilidade masculina grave, a causa pode ser genética
e consequentemente, os filhos masculinos gerados podem apresentar
o mesmo problema de infertilidade do pai quando adultos.