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Atualizado às: 21 de junho, 2005 - 08h23 GMT (05h23 Brasília)

Infertilidade 'deve dobrar na Europa em dez anos'
Michelle Roberts
de Copenhague

Atualmente, um em cada sete casais do continente tem problemas para conceber naturalmente, mas segundo o professor Bill Ledger, que liderou o estudo, esse índice pode subir para um em cada três casais.

O professor disse a membros da Conferência Européia da Sociedade de Reprodução Humana e Embriologia, na Dinamarca, que as mulheres devem ter a chance de interromper a carreira para que possam conceber mais cedo, quando são mais férteis.

Horas de trabalho inflexíveis e aspirações profissionais significam que muitas mulheres na Europa só estão começando a ter filhos quando chegam perto dos 40 anos de idade.
"A sustentabilidade da população européia está em risco porque há muito poucas crianças nascendo. É uma ameaça para o futuro."

Infertilidade
Os homens também estão sendo afetados, disse o professor Ledger, com estudos mostrando que a qualidade e a quantidade de esperma parecem estar em declínio.

A obesidade e doenças sexualmente transmissíveis (DST) também contribuem para o aumento da infertilidade, disse ele. A incidência de clamídia – uma infecção sexualmente transmitida que pode provocar a infertilidade – dobrou na última década, e 6% das meninas menores de 19 anos de idade são classificadas como obesas.

Segundo o professor, o aumento das DST entre as adolescentes pode provocar bloqueio das trompas em algumas delas, impedindo a gravidez pelo processo natural.
Também segundo o professor, "um jovem obeso é, quase sempre, um adulto obeso, e as mulheres obesas não ovulam de forma tão eficiente".

"Os jovens de hoje vão se tornar os pacientes das clínicas de fertilidade de amanhã", disse. Mas ele afirma que não é tarde demais para inverter essa tendência, e muitos países, como os escandinavos, por exemplo, estão introduzindo políticas para encorajar as mulheres a ter filhos mais cedo. "As mulheres simplesmente não são mais tão férteis depois dos 35 anos", disse o professor Ledger. "É mais simples e mais fácil fazer o que for possível para encorajá-las a ter filhos naturalmente, do que esperar até o ponto em que a fertilização in vitro pode ser necessária."

 

 

 
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