Opções

Tratamentos

Auto Preservação Espermatozóides

O congelamento de sêmen é uma técnica amplamente utilizada e de alta eficácia. Consiste na utilização de crioprotetores especí­ficos, que possibilitam o armazenamento de amostras de sêmen, por perí­odo indeterminado, em tanques de nitrogênio lí­qüido. Crianças concebidas através de amostras de sêmen congelado apresentam desenvolvimento normal, fato que mostra ser essa técnica também bastante segura.

As amostras de sêmen podem ser utilizadas pelo próprio paciente ou por terceiros. O Centro Pró-Criar realiza o congelamento de sêmen apenas para utilização pelo próprio paciente. Casais que desejam utilizar amostras de sêmen heterólogo são encaminhados para um banco de sêmen terceirizado.

O Centro Pró-Criar realiza o congelamento de sêmen nas seguintes situações:

- Pré-quimioterapia: a quimioterapia pode prejudicar em graus variáveis a produção de espermatozóides. A decisão sobre o congelamento de sêmen e sobre o número de amostras congeladas deve ser tomada em conjunto com o paciente e com o médico oncologista. Quando os tratamentos já se iniciaram, as alterações na produção de espermatozóides intensificam-se e o resultado da autoconservação pode ficar bastante comprometido.

- Conveniência: caso haja possibilidade da ausência do homem no dia da realização da técnica de reprodução assistida, pode-se optar pelo congelamento prévio de uma amostra de sêmen, evitando assim a necessidade da presença do parceiro.

- Pré-vasectomia: alguns homens optam por manter amostras de sêmen congeladas antes de realizarem a vasectomia, tornando possí­vel a realização de técnicas de reprodução assistida caso desejarem.

- Câncer de testí­culo: o congelamento de sêmen possibilita a realização de técnicas de reprodução assistida nos casos indicados. Quando os tratamentos já se iniciaram, as alterações na produção de espermatozóides se intensificam e o resultado da autoconservação pode ficar bastante comprometido.

- Material obtido através de biópsia testicular ou punção de epidí­dimo: nos casos de azoospermia (ausência de espermatozóides no ejaculado), alguns homens são submetidos a uma biópsia testicular ou punção de epidí­dimo para verificar a presença de espermatozóides. Caso positivo, os espermatozóides podem ser congelados para utilização em técnicas de fertilização assistida.

É importante informar aos candidatos a esse tipo de tratamento, que caso as amostras venham a ser utilizadas no futuro, o método mais indicado é a fertilização in vitro com Micromanipulação (FIV-ICSI) e não a inseminação intra-uterina, como muitos pensam ou mesmo advogam.

Se a fertilidade masculina não ficar comprometida após o tratamento, as amostras devem ser descartadas após autorização do paciente, já que, segundo as normas da Centro Pró-Criar, elas só podem ser utilizadas pelo próprio paciente e não podem ser doadas para terceiros.

Normas Éticas

Conselho Federal de Medicina – Resolução CFM n° 1.358/92

V – Criopreservação de gametas ou pré-embriões

1 – As clí­nicas, centros ou serviços podem criopreservar espermatozóides, óvulos e pré-embriões.
2 – O número total de pré-embriões produzidos em laboratório será comunicado aos pacientes, para que decida-se quantos pré-embriões serão transferidos a fresco, devendo o excedente ser criopreservados, não podendo ser descartado ou destruí­do.
3 – No momento da criopreservação, os cônjuges ou companheiros devem expressar sua vontade, por escrito, quanto ao destino que será dado aos pré-embriões criopreservados, em caso de divórcio, doenças graves ou de falecimento de um deles ou de ambos, e quando desejam doá-los.