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Congelamento de Embriões

É um procedimento realizado quando existem embriões excedentes de boa qualidade após uma tentativa de FIV ou ICSI. Outras indicações para o congelamento são quando existe risco de desenvolvimento da forma grave da Sí­ndrome de Hiperestí­mulo Ovariano, quando TODOS os embriões produzidos são congelados e não ocorre transferência, e quando há a necessidade de preservar a fertilidade em um casal que será submetido a um procedimento que poderá alterar as chances de fertilidade tal como uma cirurgia ovariana.

Os embriões congelados em um ciclo anterior são transferidos depois, sem a necessidade de outra indução da ovulação e coleta cirúrgica.

É importante informar aos casais que o congelamento de embriões é EXCEÇÃO e não regra como muitos imaginam ou mesmo a mí­dia apresenta. Somente 20% dos casais no Centro Pró-Criar terminam um ciclo de fertilização in vitro com condições adequadas para se congelar embriões. Caso esse casal, que não teve embriões excedentes para congelar, não engravide, ele terá, infelizmente, que reiniciar todo o processo.

Os protocolos anteriores congelavam embriões no 2° – 3° dia de cultivo embrionário, e ofereciam em torno de 20% de sucesso por tentativa. O Centro Pró-Criar desenvolveu, em conjunto com o Dr. James Stachecki do Instituto Tyeo-Galileo de New Jersey – USA, um protocolo bastante eficaz para o congelamento de embriões no estágio de blastocisto (5° – 6° dia de cultivo embrionário) que já tem proporcionado um aumento enorme nos resultados de gravidez após descongelamento desses embriões. Atualmente, só congelamos embriões que atinjam o estágio de blastocisto no 5° – 6° dia de cultivo. Dessa forma, reduzimos em muito o número de embriões congelados no centro, mas em contra-partida, aumentamos de 20 para 40-50% as taxas de sucesso por ciclo de descongelamento*.

A transferência é feita através de um cateter contendo os embriões, e colocado dentro da cavidade uterina, numa data que sincroniza o melhor momento para o útero receber os embriões descongelados, geralmente previamente preparado com medicação hormonal oral e vaginal.

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Questões Éticas sobre o Congelamento de Embriões

O congelamento de embriões é uma das técnicas que mais suscitam questões éticas, morais e religiosas. O que fazer com os embriões congelados? Essa é a questão. Quando o casal não engravidou naquele ciclo e teve a oportunidade de ter embriões congelados (só 20% dos casais terão esta oportunidade), ele pode fazer uma tentativa sem precisar estimular novamente a ovulação nem fazer a coleta cirúrgica. É importante frisar que não é uma NOVA tentativa, mas sim uma continuação daquela que gerou os embriões congelados.

As opções disponí­veis na atualidade são (não necessariamente nesta ordem):
- utilizar esses embriões para nova tentativa de gravidez, como foi explicado acima;
- transferir esses embriões fora do perí­odo fértil. A natureza já produz muitos embriões que chegam ao útero na hora “errada” e são eliminados pela menstruação. Seria um subterfúgio ético para descartar os embriões congelados;
- doar os embriões para pesquisa com células tronco embrionárias humanas. Essa opção só é válida após 3 anos da data do congelamento dos embriões;
- manter os embriões congelados “ad eternum” como futura fonte de células tronco para a famí­lia.

A discussão sobre quando começa a vida é interminável e provavelmente não tem ganhadores. Devemos respeitar a opinião do casal sem preconceitos ou mesmo pré-julgamento e não interferir no livre arbí­trio de cada um. Devemos lembrar que mesmo que o casal queira congelar embriões, essa possibilidade só será possí­vel em 20% dos ciclos. Caso contrário, existe a alternativa de se fertilizar um número menor de óvulos, evitando-se assim a possibilidade de “sobrar” embriões.