A criopreservação (congelamento) dos gametas (óvulos e espermatozóides) é uma técnica que permite aos casais preservarem a fertilidade para o futuro. O congelamento dos espermatozóides é uma técnica que existe desde a década de 60 com resultados muito bons, o que permite a sua utilização de forma rotineira. O congelamento dos óvulos, por sua vez, é uma técnica que foi desenvolvida posteriormente e vem sofrendo, periodicamente, uma série de modificações, vizando o seu aperfeiçoamento. Nos últimos 20 anos a técnica de congelamento de óvulos mais utilizada era o chamado congelamento lento, no qual a temperatura é reduzida de forma gradativa e muito lenta com o objetivo de evitar um dano celular importante. As principais dificuldades com relação a essa técnica é a formação de cristais de gelo no interior da célula (óvulo), esses cristais de gelo se formam devido ao congelamento da água que existe no interior do óvulo. Além disso, existe o risco de rotura da membrana celular e de desaranjo da estrutura cromossômica.
Os novos protocolos de congelamento de óvulos, utilizando o denominado protocolo rápido, também chamado de vitrificação, permitem a criopreservação dos óvulos humanos de forma segura e com resultados de sobrevida de mais de 95%. Essa técnica, além de ser mais simples e demandar muito pouco tempo para a sua realização, consegue evitar os danos celulares, até então muito freqüentes, quando se aplicava a técnica de congelamento lento.
O Centro Pró-Criar, através de sua parceria internacional com o centro de pesquisa americano Tyho-Galileo, está introduzindo, no Brasil, uma nova técnica de vitrificação de óvulos (congelamento rápido), na qual é possível obter uma sobrevida de quase 100% dos óvulos congelados, mantendo taxas de gravidez semelhantes aos de óvulos que não foram congelados.
Por que congelar óvulos é tão importante?
Sabe-se que a produção oocitária termina por volta do sexto mês de gestação e após esse período ocorre um processo cada vez mais acentuado de perda dessas células até que, por volta da quinta década de vida, ocorre o esgotamento dessa reserva, cessando a capacidade reprodutiva da mulher. Dessa forma, a criopreservação de óvulos irá prover terapias para um grande número de pacientes. Essa técnica permite a preservação da fertilidade de mulheres jovens, ou seja, as mulheres poderão congelar os seus gametas para um uso futuro, estendendo a capacidade reprodutiva sem a perda de qualidade. Mulheres com câncer, que terão que passar por um tratamento mais radical como a quimioterapia e cirurgias mais agressivas, podem ter seus gametas criopreservados para serem utilizados após o término do tratamento. Finalmente será possível a criação do banco de óvulos, o que facilitará para mulheres nas quais os ovários já não funcionam adequadamente, utilizarem óvulos doados para obterem a gestação.
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- Congelamento de óvulos
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