O câncer é uma doença muito freqüente entre crianças e jovens. Podemos estimar que aproximadamente 10% dos cânceres acontecem na infância e idade fértil (considerada ente os 15 e 45 anos).
Felizmente, o cenário não é tão sombrio. Devido aos avanços nas medidas de prevenção, nas técnicas de diagnóstico e nos protocolos de tratamento do câncer, a taxa de mortalidade por esta doença é de cerca de 4%. Quando todas estas medidas são tomadas, a taxa de sobrevivência global dos pacientes com câncer chegar a superar os 60%, com seqüelas cada vez menores. Além do mais, a maioria dos tumores que afeta esta faixa etária apresenta alta taxa de cura, podendo citar entre eles os tumores germinais, linfomas e leucemias.
Entretanto, devido ao tratamento do câncer ser agressivo, onde a quimioterapia e a radioterapia quase sempre são utilizadas, um dos grandes problemas dos sobreviventes é o comprometimento definitivo da fertilidade feminina (alta incidência de falência prematura dos ovários, também conhecida como menopausa precoce) e masculina (azoospermia, ou ausência de espermatozóides no sêmen).
Atualmente, algumas técnicas estão disponíveis para a tentativa de preservação da fertilidade:
- Criopreservação de sêmen: ótima taxas de sobrevivência de espermatozóides e comprovada segurança.
- Criopreservação de óvulos: a técnica mais utilizada pelos Centros de Reprodução Humana (protocolo lento de congelamento) proporciona baixa taxa de sobrevivência dos óvulos e baixas taxas de gravidez.
- Criopreservação de tecido ovariano: resultados controvertidos na literatura médica. Além de ser de grande complexidade de execução (complicado protocolo de congelamento, necessidade de cirurgia para extração e implante do tecido ovariano), apresenta uma importante crítica: risco de reintroduzir na paciente curada células neoplásicas eventualmente presentes no tecido ovariano.
- Criopreservação de embriões: ótima taxas de sobrevivência e comprovada segurança.
Inconveniente: necessidade de que a mulher tenha um parceiro estável para que seus óvulos possam ser fecundados antes de criopreservação.
Diante deste quadro, a Clínica Pró-Criar decidiu dar um grande passo na prestação de serviço às mulheres acometidas por um câncer na idade fértil e que tenham como desejo a manutenção da fertilidade: a criação do PRIMEIRO BANCO DE ÓVULOS DO BRASIL. Para isto, implementou protocolos de estimulação ovariana que podem ser utilizados em pacientes portadoras de câncer ANTES de se iniciar o tratamento quimioterápico e/ou radioterápico COM ALTA SEGURANÇA, sem o comprometimento do prognóstico da paciente. A paciente é tratada com medicação específica e RIGOROSAMENTE monitorada para que não exista risco de agravamento do quadro clínico. Além do mais, aproveitando a antiga parceria estabelecida com o Instituto Tyeo-Galileo de New Jersey- USA, já está disponibilizando às pacientes um processo de criopreservação de óvulos com ALTA SEGURANÇA E ÓTIMAS TAXAS DE GRAVIDEZ. O processo de criopreservação é conhecido como vitrificação, procedimento rápido e seguro que apresenta uma taxa de sobrevivência de óvulos de aproximadamente 90% (técnica anterior variava entre 15-60%) e de taxa de gravidez ao redor de 50% em pacientes com idade até 35 anos (técnica anterior variava entre 15-30%).
Daremos início a uma intensa campanha de esclarecimento com médicos de outras áreas (pediatras, urologistas, ginecologistas e oncologistas) para informar sobre a disponibilidade e SEGURANÇA do nosso Projeto de Preservação da Fertilidade.



